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ÓLEOS PUROS OU ADULTERADOS?

 

 

 

Prezados,

Segue abaixo um depoimento do Fábián, baseado em suas experiências, sobre os óleos adulterados que encontramos a venda no mercado. Acreditamos que pode ser de ajuda para alguns de vocês, que recebem questionamentos sobre qualidade e preço dos produtos.


Tenho acompanhado o longo debate nesta semana dos participantes do grupo de aromaterapia do Yahoo (
http://br.groups.yahoo.com/group/aromaterapia_e_oleos_essenciais/) sobre óleos puros, adulterados, etc.

Por questões éticas não citarei nome de empresas ou fornecedores, mas gostaria de compartilhar minha experiência de 15 anos na área e esclarecer algumas coisas para que as pessoas possam refletir.

Primeiramente, a razão pelo qual passei a comercializar óleos essenciais, era que como professor de aromatologia, constatei que meus alunos não tinham óleos de qualidade para comprar, principalmente em Belo Horizonte.

Daí no ano de 2000 nasceu a Aromalândia, que se transformou em Laszlo a partir de 2009. Ou seja, meu objetivo inicial foi ensinar e o comércio de óleos foi algo que veio depois, como resultado de um dilema: ou eu deixava meus alunos usarem essências sintéticas, ou eu resolvia a carência do mercado. Além do mais, ninguém se preocupava com os princípios ativos dos óleos, que é o que faz eles funcionarem. Então definir quimiotipos passou a ser, na minha opinião, algo imprescindível para que o tratamento com óleos funcionem, pois conforme o solo, clima, genética, etc, um óleo pode ter composição totalmente distinta e influenciar no tratamento.


Os anos se passaram e fui me especializando na área, onde cheguei ao ponto de viver só disso, trabalhando entre 8 a 12 horas só com óleos, fossem essenciais ou gordurosos (carreadores).

Assim sendo, posso dizer que já vi de tudo no mercado de óleos e por conta disso me tornei “radical”, pois se faço uma afirmação em sala de aula, as minhas ações, seja de vida ou comerciais, têm que ser de acordo, caso contrário seria hipocrisia. Não vou vender um óleo como “semente de uva” ou “amêndoas” que sei que é “montado” (por causa das análises cromatográficas) para atender um público que só compra “nome” e por preço mais barato.
Por este motivo, aderi ao sistema de analisar via cromatografia o que eu vendo, e descobri, perplexo, que vários fornecedores do mercado interno e externo cometem uma infinidade de adulterações.
Existem óleos ditos puros misturados com grande quantidade de óleos minerais, essências sintéticas como óleos naturais, muito óleo carreador caro substituído por óleo de soja desodorizado.
Há também um grande problema que percebi nestes anos: as pessoas não sabem diferenciar o puro do falso enquanto não os tem em mãos. Se sentem o cheiro, textura, olham a cor, se vêem as análises, as pessoas conseguem entender a diferença. Sem essa comparação, o assunto passa por “mito” e continua sendo visto como um “lobby” de marcas ou uma estratégia de marketing contra empresas rivais.


A seguir, faço alguns comentários do que já vi, como pesquisador e empresário, e cada um tire suas próprias conclusões:

1o. Óleos de amêndoas. Alguém já viu o preço do kg das amêndoas no supermercado? Como será que alguém consegue extrair o óleo das amêndoas e vender (distribuir) o litro por R$15,00 que é o preço que fazem para nós “empresas” de algo tão caro? O Brasil não tem amendoeiras plantadas. Tem de vir do Chile. Lá não se extrai o óleo. A importação é feita dos EUA (Califórnia), Turquia, Espanha ou da Índia. O preço do litro lá fora do óleo nestas fazendas: de 12 a 25 dólares!

Isso varia conforme é extra-virgem, virgem, prensado a quente ou extraído com solvente. Se alguém resolver importar e vamos supor que pague o valor mais baixo que já encontrei, 12 dólares no litro, cerca de R$20,00 (digamos um tambor de 200 litros). Aqui, com frente, imposto de importação, ICMS, aduana, imposto da anvisa, etc, chega custando cerca de uns R$35,00 a 40,00 o litro. Acrescente ainda a margem de lucro, e a venda (distribuição) deste óleo será por volta de R$50,00 a 65,00 o litro (este valor ainda terá impostos como ICMS, etc na nota). Assim, eu me perguntei: como em SP aquelas empresas conseguem vender até mesmo em caminhões com 10 mil litros este óleo entre R$12,00 a 15,00 o litro? Pois é mais barato do que se pagaria em qualquer fazenda que planta, colhe e extrai o óleo de amêndoas no exterior. As análises que já fiz destes óleos via cromatografia mostraram ser óleo de soja desodorizado! Óleo de amêndoas puro e de verdade é caro e não rança. Esse adulterado, você passa na pele e fica com cheiro de óleo de cozinha (boa parte do que é vendido por aí faz isso). E pior, o laudo técnico a meu ver, tido como exigência da ANVISA, é o maior engodo do mercado, pois vem com nome científico da planta, assinatura do responsável técnico e alega ser puro. O produto deste laudo mandamos cromatografar e é soja, não amêndoas.

2o. Óleo de Prímula. Tão citado pelas suas propriedades úteis para equilibrar o sistema hormonal da mulher, tratar dermatites, psoríases e desinflamar o corpo. O efeito é por causa de um ácido graxo chamado de gama-linolênico (ou AGL). Exaustivamente procurei fornecedores no Brasil para ter este óleo à venda. Não vendo mais este produto, pois quando comecei a analisar descobri que todos os óleos encontrados eram óleo de soja desodorizado, sem nenhum AGL presente, ou seja, não resolve problema hormonal ou de pele algum. Os encapsulados de prímula de grau farmacêutico devem ser puros, pois são medicamentos e eles devem importar direto de fora, mas o resto…. (bem, anexo mando uma cromatografia de um óleo falso de prímula sem o nome do fornecedor, e que na verdade é soja, mas é vendido por aí como prímula. Notem que não tem ácido gama-linolênico). Caso similar vi com rosa mosqueta (fiquei 2 anos sem vender este produto) e com óleo de jojoba.

3o. Semente de uva. Este nem gosto de tocar no assunto, pois é a maior falcatrua do mercado mundial. Vamos começar raciocinando: temos no planeta cerca de 7 bilhões de habitantes. Boa parte deste público consome cosméticos. Uma fatia muito pequena, mas de alguns milhões freqüenta spas ou faz massagens. Sabemos que o volume de consumo de óleos de semente de uvas para a indústria cosmética mundial (de todo planeta) é de milhares de toneladas/ano, seja como ingrediente de cremes ou para óleos de massagem, pós banho, etc (basta ver nos rótulos dos produtos dos supermercados, lojas de cosméticos, etc.) Agora vejamos quantos países produzem vinho: Chile, Argentina, Brasil, EUA, África do Sul, Austrália, França, Hungria, Portugal, Itália e mais alguns países europeus. Tem de ter uva, tirar vinho ou suco para sobrar semente para extrair óleo. Bom, para obter-se óleo de semente de uvas se for por prensagem a frio, sabemos que são necessários cerca de 200kg de sementes para obtenção de 1 litro de óleo puro extra-virgem. Se extrairmos a quente isso triplica. Se for com solvente, dá uns 5-8 litros. Bom, andei fazendo uma pesquisa há uns anos atrás, sondando nas várias vinícolas do sul do Brasil, em especial no RS, em Bento Gonçalves e descobri o seguinte: elas jogam as sementes fora. Vira adubo ou material de queima. Assim, de onde vem tanto óleo de semente de uva no mercado e por que é tão barato, comecei a me perguntar? Quando consegui um pouco do óleo extra-virgem pela primeira vez, fiquei perplexo, parecia um azeite de oliva. Tem cheiro de azeite (não cheira uva), possui considerável teor de clorofila, além de ser riquíssimo em tocoferóis. O óleo que eu conhecia antes era verde claro (com anilina, pois se deixasse no sol não amarelava igual a couve deixada na geladeira), e rançava rápido dando cheiro de óleo de cozinha na pele. Nunca mais vendi este óleo de semente de uva, pois continuar vendendo aquela mentira iria ser negar tudo que eu acredito! Às vezes consigo o óleo puro e disponibilizo a meus clientes, e quem conhece também passa a entender este drama mundial, nunca mais volta a usar aquela “coisa” novamente. Não existe volume de videiras plantadas no solo do planeta que seja capaz de suprir a demanda de tantas toneladas de óleo de semente de uvas requisitado pela indústria mundial. Qual a solução? Fácil, fazer o óleo. Soja se tem e muito. Daí se extrai dela o ácido linoléico (ômega 6) e calibra-se na porcentagem de 65% e se cria assim um óleo de semente de uva “Made by Soy”. Depois um toque de anilina e vitamina E completa a receita. Pode-se dizer sim que existem óleos de semente de uva obtidos por solvente (hexano), nos mesmos moldes do óleo de soja, girassol, milho, canola e demais do supermercado, mas fica uma pergunta interessante: Ao tirar com solvente, aquele o óleo vai a mais de 100 graus para desodorizar, tirar o hexano e eliminar a cor forte. Depois se faz a degomagem no refino com soda e ácido sulfúrico. Como depois disso o óleo fica verde com “clorofila” se ela se decompõe em temperaturas altas?

4o. Germe de trigo. Aqui no grupo citaram o André da Veris. Conheço o André, foi meu aluno há uns 10 anos atrás. A última vez que eu o vi, fiz questão de ir até ele e o parabenizar pelo caráter, por manter-se firme na pureza dos óleos e não se prostituir vendendo coisas adulteradas. Como poucos, ele prefere vender pequenas quantidades, mas vender a verdade! Isso se chama integridade, coisa que os homens perderam hoje em dia, pois só visam seus bolsos. Nós conversamos muito, até por que eu, como empresa, também sou cliente dele. Assim sendo, tentei encomendar uma boa quantidade de óleo de germe de trigo. Só tive uma vez em mãos este óleo puro (extra-virgem) e foi inesquecível, pois sua cor parecia o pôr do sol (pelo betacaroteno) e seu aroma me lembrou ao fundo um leve toque de óleo essencial de semente de cenoura. O André depois de pesquisar e procurar muito, me avisou que não conseguiu a matéria prima. Segundo ele, após processarem o trigo, sobra muito pouco germe, e nas indústrias, este germe tem sua produção toda pré-vendida. Ou seja, ou vira comida nas lojas de produtos naturais, ou é exportado. Não sobra germe para produzir óleo por prensagem e não se consegue comprar sacas ou toneladas no mercado, pois ele não existe para esta demanda específica. Então, o que seria este óleo de germe de trigo vendido por aí? Talvez vendo qual grão o Brasil mais produz e mais exporta tenha-se alguma resposta…

5o. Não vou me ater a falar do resto, pois ainda há muito assuntopara discutir. Só uma curiosidade: sabiam que a Itália é o maior importador da Europa de óleo de soja? E é um dos maiores exportadores europeus de azeite de oliva? Exporta dezenas de vezes mais o que tem em solo para produzir. E já existe essência alimentícia que se você diluir a 2-3% em algum óleo de soja, canola, girassol, etc, o sabor é idêntico a azeite de oliva. O resto só Deus sabe…..

E onde está a fiscalização da ANVISA? Atrás de laudos técnicos forjados, pois para eles só basta algum “responsável técnico” assinando. Não existe legislação que confira, exija ou ponha ordem nisso, essa é a verdade.

Vou comprar alguns óleos (amêndoas, uva, etc) de marcas do mercado e mandarei à UFMG para cromatografar e comparar os puros com os naturais.
Quando estiver pronto porei no site da Laszlo e avisarei a todos. Nomes das marcas não serão citados, por questões éticas, somente os resultados. Cada um tire sua conclusão.

Recentemente tivemos o caso do argan. Antes de vender, pedi amostra de vários fornecedores. Quase todos estão adulterados com óleo de soja. Quando se tem em mãos o puro é outra coisa, ele tem um cheiro típico de azeite de amêndoas de argania, podendo inclusive ser ingerido. Estou com uns adulterados aqui para incluir na lista das análises para o artigo puro X adulterado. E quem quiser saber mais sobre o argan, pus no site da Laszlo este mês um artigo ótimo sobre ele.

Por último, lembrei de um caso. Muitos anos atrás vendíamos um composto chamado ômega Plus. Era rico em óleo de linhaça, óleo de salmão e ácido láurico do babaçu. Produto realmente muito interessante. Na época comecei a fazer cromatografia dos óleos. Descobri que o óleo de salmão vendido no mercado e que alegam em “laudo técnico” ter 15% de ômega 3 (EPA e DHA) só tem 5% e pior, que estes óleos tem cerca de 5% de gordura trans, ou seja, dão ao salmão ração com gordura hidrogenada!!! Parei de vender o produto, pois não achei óleo de salmão de qualidade no Brasil. Daí, quem acha que este salmão, que vem de criadouros do Chile tem ômega 3, está enganado. Além do mais, a carne não tem ômega 3, só a pele e as vísceras, e isso desde que o peixe coma algas, plancton ou camarões. Se comer ração de grãos ricos em ômega 6, a sua gordura vai ser rica em ômega 6 e não ômega 3, e se comer ração com gordura hidrogenada, terá gordura trans na carne.

Grande abraço e uma ótima noite,

Fabian Laszlo
www.laszlo.com.br

ARGAN – OURO DE MARROCOS

Argan, é o novo queridinho das famosas e de seus cabeleireiros badalados, conhecido como ‘‘Ouro líquido do Marrocos’’ por sua riqueza nutricional, cosmética e escassez.

Tudo começou com a marca americana Moroccanoil que conquistou Jennifer Aniston, Salma Hayek e Taylor Swift, devido ao sucesso das promessas de cabelos brilhantes, macios e hidratados.

Proveniente da semente dos frutos de uma árvore semi-desértica chamada Argânia (Argania spinosa), o óleo de argan tem como carro chefe os ômega 6 (ácido linoléico 35%) e ômega 9 (ácido oléico 45%), numa proporção equilibrada, que permite uma hidratação profunda da pele e dos cabelos. Além disso é uma rica fonte de vitamina E (62mg/100mg), esqualeno (0,3%), polifenóis (5,6mg/100mg), carotenóides e esteróis (160mg/100g), que prometem ação antioxidante e regeneradora das células.

Estudos experimentais demonstraram que o esqualeno, componente do óleo de argan, leva a um aumento de desempenho do sistema imunológico. Isto acontece devido ao esqualeno proteger a biomembrana das células imunes contra os radicais livres, permitindo elas atuarem eficazmente. Entre as várias propriedades do esqualeno, destacam-se a sua capacidade antioxidante, destoxificante, hipocolesterolémica e anti-carcinogénica/quimiopreventiva. O esqualeno também é um agente emoliente e umectante em formulações cosméticas. Depois de ingerido o esqualeno é estocado nos tecidos epiteliais, o que garante alta taxa de proteção para a pele contra radicais livres, com consequente inibição da lipoperoxidação e efeito protetor contra o câncer de pele e radiação (é radioprotetor).

Pelas suas propriedades de abaixar os níveis do colesterol ruim (LDL), que o óleo de argan tem sido amplamente estudado em várias universidades do Marrocos, onde é usado como um componente básico da dieta e como parte da medicina tradicional.

Estudos mostraram que 2 colheres de sopa de óleo de argan diariamente por um mês pode reduzir significativamente os níveis de colesterol no sangue. Além disso, foi demonstrado que ele pode contribuir na redução da hipertensão e prevenção da aterosclerose. O óleo de argan é riquíssimo também em tocoferóis (620 mg/kg no óleo de argan contra 320 mg/kg no azeite de oliva e 550mg/kg no óleo de sementes de uva extra-virgem) obtendo assim, uma alta atividade de vitamina E. Esta vitamina é um poderoso antioxidante que captura os radicais livres e neutraliza a oxidação destrutiva das células.

Dentre os esteróis encontrados no argan, o principal é o schottenol (44 a 49%) que possui propriedades anticancerígenas comprovadas, e ainda, cinco álcoois terpênicos, incluindo o Lupeol que possui propriedades antiinflamatórias.

Cientistas marroquinos evidenciaram que o óleo de argan ajuda a prevenir o desenvolvimento e progressão do diabetes, auxilia no controle glicêmico e previne também a perda de massa em diabéticos. Já o extrato (tintura) dos frutos de argan mostrou possuir propriedades antimalariais.

Já foi realizada a destilação do óleo essencial dos frutos de argan, que mostrou possuir alto teor de cânfora e cineol (eucaliptol), tendo portanto propriedades expectorantes. Contudo o óleo destilado ainda não existe disponível no mercado à venda, só o óleo prensado das sementes, que aqui é destacado.

Empregos na pele e unhas

Na pele, o óleo de argan é um produto fantástico! Não é oleoso, é rapidamente absorvido, hidratando profundamente, devolvendo o brilho, a vida e saúde da pele. Seus antioxidantes agem regenerando a pele e combatem o envelhecimento durante o repouso noturno.

Na farmacopéia do Marrocos, o óleo de argan é recomendado para acne, estrias e queimaduras. Sua aplicação diária trata de rachaduras da pele, em especial do bico dos seios (durante a amamentação), também útil em dermatites e escaras. Além disso, é recomendado para as unhas quebradiças, nutrindo e protegendo contra as agressões externas. É utilizado de 1-3 gotas na pele ou unhas, espalhando-se com a ponta dos dedos.

Empregos no cabelo

Os marroquinos utilizam o óleo de argan como um bioativo no tratamento dos cabelos há séculos. Seus benefícios vêm de sua capacidade natural de hidratar, o que ajuda a diminuir o frizz e controlar os cabelos rebeldes. Seus antioxidantes e vitaminas melhoram a elasticidade dos fios, dão um brilho luminoso e ajudam a renovar os cabelos contra danos causados pelo calor, vento, oxidação ou excesso de escova e química. É muito suave, sendo absorvido instantaneamente sem deixar cheiro ou oleosidade sobre os cabelos.

O óleo de argan é capaz de nutrir e reestruturar os cabelos secos e quebradiços, reduzindo as pontas duplas, além de proteger de danos térmicos. Como beneficio adicional, ajuda a manter a cor dos cabelos coloridos por mais tempo. É o tratamento capilar eleito pelos profissionais, já que seus benefícios são percebidos desde a primeira aplicação. Uma vantagem do uso antes da escova é diminuir o tempo de secagem.

Formas de usar:

– Antes da escova, ajuda a secar mais rápido e deixa os fios mais macios: Use uma pequena quantidade na palma da mão priorizando o comprimento e pontas.

– Depois da escova, como finalizador, ajuda nos penteados e na prevenção de pontas duplas:

Use uma pequena quantidade na palma da mão priorizando o comprimento e pontas.

– Tratamento noturno: Use uma pequena quantidade na palma da mão utilizada no comprimento e pontas. No caso de cabelos oleosos, deve ser lavado pela manhã.

– Aplicação no processo de coloração: Alguns profissionais utilizam cerca de uma tampa e meia nos cabelos secos ou com química, massageando e deixando sem enxágue antes da aplicação da coloração. O benefício é prevenir possíveis danos aos fios.

A obtenção do óleo é geralmente realizada pelas mulheres, num trabalho árduo. Para se conseguir 1 litro de óleo, são necessários 30kg de frutos, colhidos de cerca de sete árvores, em aproximadamente 15 horas de trabalho! Por isso é importante atenção na hora da compra, já que pelo fato do óleo de argan ter se tornado muito famoso, muito produto ‘‘barato’’ encontrado no mercado é adulterado com óleo de soja desodorizado. Para que o óleo tenha todas as suas propriedades e dê resultados, precisa ser extra-virgem e puro.



A Laszlo tem óleo de argan extra-virgem importado diretamente do Marrocos disponível em volumes de 120ml e 15ml.


Seleção de textos e complementações: Fabian Laszlo

Pomada alivia sintomas do resfriado em crianças

Pomadas à base de óleo de eucalipto, cânfora e mentol são eficientes no alívio de sintomas do resfriado comum em crianças e têm um impacto positivo na qualidade do sono tanto das crianças quanto dos pais.

A conclusão é de um ensaio randomizado, controlado por placebo e parcialmente duplo-cego publicado na Pediatrics.

Segundo o autor Ian Paul, do Penn State College of Medicine, em Hershey, nos EUA, falta evidência para avaliar o impacto dessas pomadas no alívio de quadros infecciosos do trato respiratório superior em crianças.

No ensaio, foram incluídas 138 crianças com idade entre dois e 11 anos. Todas apresentavam quadro clínico atribuído a uma infecção do trato respiratório superior, com tosse, congestão nasal e rinorreia por pelo menos sete dias. Crianças com outros quadros respiratórios foram excluídas.

As crianças foram alocadas aleatoriamente para um de três tratamentos: pomada com óleo de eucalipto, cânfora e mentol; vaselina; e nenhum tratamento.

O ensaio foi parcialmente duplo-cego. Para dificultar a identificação dos tratamentos pelos pais, os participantes receberam sacos fechados com uma embalagem para a terapia na criança (com uma das duas pomadas ou vazia); e outra com a pomada contendo cânfora, para os pais passarem acima do próprio lábio superior antes de aplicar o tratamento na criança – de modo a camuflar o odor da pomada a ser aplicada na criança.

Os pais foram instruídos a aplicar a pomada no peito e no pescoço das crianças.

Os pais responderam a um questionário com perguntas validadas no dia antes da aplicação do tratamento e no dia seguinte à aplicação.

Em relação a nenhum tratamento, as crianças tratadas com a pomada à base de cânfora, mentol e eucalipto apresentaram melhora significantemente maior na frequência da tosse (queda de 2,5 pontos vs. 1 ponto em uma escala de um a sete; p < 0,00) e em sua intensidade (2 vs. 1 ponto; p = 0,006).

De forma similar, houve melhora significante na congestão nasal e na qualidade do sono tanto das crianças quanto dos pais. Não houve, entretanto, efeito significante na rinorreia. A pomada associou-se a mais efeitos adversos (irritação local leve) do que nenhum tratamento.

O uso da vaselina não se associou a melhoras clínicas significantes.

Os autores explicam que o mecanismo de ação da pomada com esse tipo de composto aromático parece basear-se no efeito sobre canais de cátions TRPM8, que também são ativados por estímulos térmicos.

Segundo os autores, diretrizes pediátricas americanas de 1994 recomendam usar produtos sem cânfora para o alívio sintomático de resfriados. “Devem ser revistas”, eles argumentam.

“Apesar dos efeitos adversos leves, a pomada com cânfora, mentol e eucalipto proporcionou alívio sintomático às crianças e permitiu que tanto elas quanto seus pais tivessem um sono melhor do que o associado às outras intervenções”, concluem os autores.

O ensaio foi financiado pelo governo dos EUA


Paul IM, Beiler JS, King TS et al. Vapor Rub, Petrolatum, and No Treatment for Children With Nocturnal Cough and Cold Symptoms. Pediatrics 2010;126:1092-9.


CO2

ALECRIM CO2-TO ORGÂNICO
diterpenos >25%
O alecrim é conhecido como uma das plantas mais ricas em polifenóis antioxidantes. Esse óleo é extraído por CO2 hipercrítico com altíssima concentração de polifenóis para usos cosméticos, farmacêuticos e terapêuticos.
O produto está disponível na forma líquida com uma pequena concentração de óleo de girassol extra-virgem ou na forma de extrato seco (powder) solúvel em água. Nas duas opções o teor de diterpenos polifenóis é de 25%.
Um grande número de pesquisas diz que grande parte das propriedades do alecrim estão relacionadas à sua ação antioxidante que interfere também prevenindo a oxidação do LDL (mau colesterol), levando assim a prevenção de doenças coronárias. Serve também para auxiliar no tratamento de doenças como o mal de Alzheimer e a esclerose múltipla, devido à capacidade dos polifenóis de aumentar a produção do NGF (fator de crescimento dos nervos). O NGF é produzido pelo corpo com a função de regenerar e induzir o crescimento de nervos, sendo extremamente necessário para se ter nervos saudáveis, e assim auxiliar no tratamento das duas doenças citadas. Vale frisar que os polifenóis do alecrim possuem também a capacidade de proteger os neurônios contra danos, como os causados pelo uso abusivo de drogas.
As propriedades antioxidantes do alecrim mostraram-se úteis no tratamento de leucemia, sendo anticancerígena e hepatoprotetora, prevenindo os danos causados pela quimioterapia e uso de medicamento, além de ser bronqueoprotetora, útil em caso de enfisema e na prevenção do câncer de pulmão.

ALECRIM PLUS-SE CO2
O alecrim plus CO2, é a junção das três categorias principais de óleo de alecrim e contem 20% de cânfora, 46% de Cineol e 3,6% de verbenona, o que lhe proporciona as funções de todos os três quimiotipos de alecrim. Um óleo de altíssima qualidade.

ANIS ESTRELADO CO2-SE
É o óleo de anis obtido através da extração por CO2 hipercrítico, possui um aroma mais “verde” com um leve toque floral sob o fundo intenso de anis. É registrado como cultivo orgânico e é devidamente certificado como tal. Possui usos dentro da aromaterapia, cosmética e uso em alimentos.
Possui as mesmas propriedades do anis estrelado comum.

ARNICA CO2-TO
Este óleo é obtido através do dióxido de carbono hipercrítico e padronizado com o óleo de girassol extra-virgem, para manter o conteúdo constante de lactonas sesquiterpênicas (4%), o principio ativo da arnica.
A arnica é uma planta conhecida por suas propriedades antiinflamatórias, útil em torções, hematomas, reumatismo, osteoartrite, ferimentos, inchaços, picadas de insetos, irritações na pele e alergias. Existem indicações da arnica para o tratamento de acne.

CANELA DA CHINA CASCAS CO2-TO
A canela extraída por CO2, contem ácidos graxos, compostos fenólicos e outros componentes que potencializam sua atividade antimicrobial e antioxidante. Também lhe confere a propriedade de bloquear a tirosina, enzima responsável pela formação de melanina na pele. Esse efeito é útil no tratamento de manchas escuras na pele, principalmente manchas solares e pós gravidez.
O óleo de canela é muito caustico jamais deve ser usado diretamente sobre a pele, deve ser administrado juntamente com algum óleo carreador, como óleo de babaçu ou óleo de palmiste. Em caso de alergia usar gel de calendula ou lavanda.

GENGIBRE CO2-TO
Originado da china esse gengibre é considerado um dos melhores gengibres do mundo, o gingerol, seu principio ativo, é um dos principais responsáveis pela sua sensação de ardor. Essa substância é um poderoso antioxidante já estudado e tem a capacidade de ativar o metabolismo tanto pelo uso externo quanto interno. Estudos mostram que também tem capacidades antiinflamatórias e analgésicas, além de propriedades anticancerígenas e antigiogêneticas.
O gengibre rico em gingerol pode ocasionar alergia na pele de pessoas sensíveis, apesar disso não ser freqüente. Em caso de alergia suspender o seu uso e lavar com água e sabão. Em geral seu uso tópico pode ocasionar aquecimento na área e rubor, efeito este responsável por sua ação analgésica e lipolítica e não necessariamente associado a problemas de alergias. O gengibre é vasodilatador e pessoas hipotensas devem evitar seu uso oral. Através do uso externo em massagem ou via inalação este efeito é praticamente inexistente, a não ser que seja utilizado de forma sistêmica (corpo todo) nas massagens e em alta concentração. Por ativar fortemente a circulação, deve ser evitado por grávidas.
O gengibre destilado não possui gingerol componente químico.


HIPÉRICO CO2-TO
Este óleo de hipérico tem cerca de 10% de hipercinas, que são úteis no tratamento de depressão, inibindo a ação da monoamino oxidase (IMAO), que é responsável pela depressão. Existem outros produtos que partem do mesmo princípio para o combate da depressão como alguns antidepressivos como
Parnate, Isocarboxazida e Harmalina.
Além de seu efeito antidepressivo é indicado no tratamento de insônia, transtornos neurovegetativos associados ao climatério, ansiedade,
enureses, disquinésias biliares, espasmos gastrointestinais, gastrites, úlceras gastroduodenais, diarréias, cólon irritáveis; asma, varizes, hemorróidas, fragilidade capilar. Em uso tópico, para as feridas, chagas, queimaduras, eczemas, contusões, acne e outros. Também é fotossensibilizante assim podendo ser interessante em estudos sobre o tratamento de vitiligo.
É contra-indicado seu uso junto com alimentos que contenham tiramina, pois a associação dos dois pode causar aumento da pressão arterial.
A hipericina pode produzir fenômenos de fotosensibilização em caso de contato com a pele úmida e a exposição das radiações solares, originando eritemas, queimaduras e inclusive ulcerações. Gravidez: hipérico pertence à categoria de risco C, segundo Briggs e col. As informações clínicas acerca do uso de Remotiv durante a gravidez e a lactação são insuficientes. O hipérico demonstrou leve ação ocitócica in vitro. Tem sido listada em algumas referências como estimulante uterino e como abortivo. Há sugestão na literatura, ainda não comprovada, de que teria um potencial genotóxico e mutagênico para o esperma humano.
Temos que frisar o fato de que o hipérico é ainda mais seguro que drogas antidrepessivas presentes no mercado e é ainda mais efetiva que elas. Num estudo de seis semanas de duração, hipérico foi comparado com um antidepressante heterocíclico padrão. A dose de extrato de hipérico foi de 300 mg, três vezes ao dia, e a de imipramina foi de 25 mg, três vezes ao dia. As pontuações da Taxa de Depressão na Escala de Hamilton diminuíram de 20.2 para 8.8 no grupo de hipérico e de 19.4 para 10.7 no grupo de imipramina.

Além disso, menos efeitos colaterais e mais moderados foram notados nos pacientes tratados com hipérico do que nos tratados com imipramina.

LAVANDA CO2-TO
O óleo de lavanda extraído por co2 é um produto de muita qualidade e um óleo raro, extremamente potente em aplicações terapêuticas e na perfumaria, pois arrasta certas substâncias que a destilação não consegue, assim dando um maior potencial terapêutico e melhor fixação na pele.

Fonte: Professor Fábián Laszlo

Óleos de Côco

Óleos de Côco (coconut oil)

Os óleos láuricos são óleos obtidos de coqueiros nativos de países tropicais. Se destacam, frente a outros tipos de gorduras, pela sua concentração elevada de ácido láurico, componente importante do leite materno humano, para o fortalecimento imunológico do bebê.

Pesquisas cientificas demonstram que o ácido láurico possui a capacidade de aumentar o sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância chamada interleucina 2 (Wallace, F A et al.), que faz a medula óssea fabricar mais células brancas de defesa (isso é muito bom para quem tem imunidade baixa como pessoas com AIDS e Câncer).

Além disso, os óleos láuricos agem como antiinflamatórios pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias presentes em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares. Ou seja, eles são antiinflamatórios.

Quando o ácido láurico chega aos nossos intestinos ele é quebrado pela enzima lípase e se transforma em monolaurina. A monolaurina é absorvida pelos intestinos e vai ao sangue.

Esta substância, cujo precursor é o ácido láurico, destrói a membrana de lipídios que envolve os vírus bem como torna inativas bactérias, leveduras e fungos.

A ação atribuída a monolaurina é a de que ela solubiliza os lipídios contidos envoltório dos vírus, causando a sua destruição. Há assim uma potencial atividade antiviral e anti-bacteriana desta substância contra vírus perigosos como Epstein-Barr, causador da mononucleose e bactérias como a Helicobacter pylori, principal causa hoje do câncer do estômago (Enig, M.; Issacs, C.E. et al. & Kabara J.J. et al.).

De fácil absorção, os óleos láuricos não necessitam de enzimas para sua digestão e metabolismo. No fígado, rapidamente se transformam em energia, gerando calor e queimando calorias, o que leva à perda de peso. De fato, por este efeito, o uso destes óleos têm se tornado famoso internacionalmente em dietas de emagrecimento, pois são o único tipo de gordura que ao ser metabolizada pelo corpo, não é estocada na forma de tecido gorduroso (St-Onge, M.P. et al. & Van Wymelbeke, V., et al.).

Podem ser usados na culinária em substituição aos tradicionais óleos empregados na cozinha o que progressivamente reduz os depósitos de gordura localizada, levando ao emagrecimento natural e redução de problemas como a celulite.

Algumas observações levaram à descoberta que óleos láuricos estimulam a função da glândula tireóide. O bom funcionamento desta glândula, faz com que o mal colesterol (LDL) produza hormônios que reduzem a velocidade de envelhecimento do corpo como o DHEA, pregnenolona e a progesterona. Estes hormônios reduzem sintomas associados à menopausa e tensão pré-menstrual na mulher, problemas cardiovasculares, obesidade, entre outras doenças.

Estudos científicos mais recentes demonstraram que os óleos láuricos não aumentam os níveis de colesterol como se pensava, mas muito pelo contrário, eles balanceiam os níveis do bom colesterol (HDL) no sangue (Enig, M. & Hostmark et al & Kaunitz e Dayrit & Awad).

As pesquisas antigas com óleo de coco e que mostravam o contrário haviam sido feitas com óleo de coco parcialmente hidrogenado. Nenhum de nossos óleos passa por processo de hidrogenação, que pode dar origem à formação de gordura trans, que aumenta os níveis de colesterol e favorece o surgimento de câncer.

Os óleos láuricos reduzem a oxidação do mau colesterol (LDL) no sangue prevenindo doenças cardiovasculares. Óleos láuricos também ajudam a diminuir a compulsão por carboidratos (açúcar, doces, biscoitos, etc) devido a não estimularem a liberação de insulina. A maioria dos óleos poliinsaturados dificultam a entrada da insulina e nutrientes para dentro das células, deixando-as literalmente “famintas”, a gordura de coco “abre as suas membranas”, não somente permitindo que os níveis de glicose e insulina se normalizem, como também melhorando sua nutrição e restabelecendo os níveis normais de energia.

Óleos láuricos possuem um ótimo desempenho na cozinha por serem muito estáveis sob altas temperaturas.

Na cozinha, não há nenhuma gordura melhor: diminuem o mau colesterol (LDL), ajudam a manter o peso, aumentam a imunidade, e protegem contra doenças cardiovasculares. O ácido láurico pode fazer estes óleos endurecerem em temperaturas inferiores a 23º graus. Em dias frios, para fazer a gordura voltar ao estado líquido, basta deixar a embalagem do óleo no sol da manhã ou aquecer em banho maria, que a gordura volta ao seu estado natural liquido. Você também pode apertar a garrafa levemente até que a gordura saia.

Há 3 tipos principais de coqueiros dos quais atualmente se obtém óleos ricos em ácido láurico:

Coco da praia (Cocus nucifera), do qual se obtém a “água de coco” e óleo rico em ácido láurico de sua polpa branca. Para ser empregado existem as versões extra-virgem e refinado

Coco babaçu (Orbignya oleifera), árvore brasileira e que fornece uma castanha rica em um óleo contendo óleo láurico. Praticamente só é comercializado óleo refinado, pois o óleo virgem possui um aroma de coco muito forte para uso na cozinha ou massagem.

Coco palmiste (Elaeis guineensis) obtido do caroço da palma. Praticamente só é comercializado óleo refinado, pois o óleo virgem possui um aroma de coco muito forte para uso na cozinha ou massagem. A vantagem deste produto é que ele não apresenta o cheiro que o babaçu ou óleo de coco eventualmente trazem, mesmo sendo refinados.

O refino não altera as qualidades naturais destes óleos devido à sua grande estabilidade ao calor e este processo não envolver o uso de produtos químicos prejudiciais à
saúde.

Há uma vantagem no uso dos óleos de coco palmiste e coco babaçu frente ao coco da praia, que é um custo mais baixo destes óleos com os mesmos resultados.

O uso destes óleos como veículos carreadores para massagem, ou em bases de cremes é uma excelente alternativa que apresenta as vantagens de:

1. Não rançar facilmente, mesmo em contato com água em bases de cremes e possuir alta durabilidade.

2. Penetrar com extrema rapidez pelos poros da pele, facilitando a entrada de óleos essenciais e outros bioativos.

3. Ao penetrar no corpo agir como imunomodulador, contribuído assim para o fortalecimento da imunidade e equilíbrio de quadros inflamatórios.

Fonte: Fábián Lazslo

Sangue de Dragão

NOME POPULAR: Sangue de Dragão

NOME CIENTÍFICO: Croton lechleri

ORIGEM: Encontradas no Peru, Equador, Colômbia e Brasil.

DESCRIÇÃO DA PLANTA: “Sangue de Drago” (Croton lechleri) é uma árvore de porte médio a grande e pode alcançar até 20 metros de altura.

USO TRADICIONAL: O “sangue de drago” é usado por indígenas das florestas tropicais da América do Sul. A seiva vermelha é usada principalmente sobre feridas para estancar sangramentos, acelerar a cura e proteger de infecções. A seiva seca rapidamente e forma uma barreira como uma segunda pele. Outros usos indígenas incluem o tratamento de febres, infecções intestinais, sangramentos pós-parto e problemas da pele.

DESCRIÇÂO: Croton Lechleri / Croton urucurana – Sangre de grado – Dragoeiro é uma árvorre de tamanho médio a grande que cresce de 10-20 m. na região norte do Amazonas e na Amazônia Peruana, no Equador, e na Colômbia. Embora alta, o tronco é geralmente fino tem menos de 30 cm. de diâmetro e é coberto por casca lisa. Tem as folhas grandes e flores. Seu nome popular é sangre de grado, significa o “sangue do dragão”, no Equador, chama-se Sangre de Drago.

A Seiva do Croton da Amazônia é extraída da árvore da floresta Amazônica Peruana conhecida como CROTON LECHLERI MUELL , as pesquisas comprovam seu poder: antioxídante, adstringente e rejuvenecedor, ativando o SISTEMA IMUNOLÓGICO. É também um tônico, cicatrizante, antiinflamatório, antitumores, germicida, bactericida, anti-fungos, anti-viral, etc.

A Seiva do Croton da Amazônia é um líquido da cor vermelha, é também conhecida como: Sangue de Drago, Sangue de Grado, Dragons Blood, Sangue de Draco, Sangue Dragon, Sangue de Dragão ou Sangue de Dragoeiro.

Na medicina popular tradicional é usado no tratamento de várias doenças, entre elas:

Candidíase, Cicatrizante natural, Corrimento Vaginal, Doenças do Pulmão, Gastrite , Câncer ( para uso externo e interno ), Infecções em Geral, Problemas osteo articulares, reumatismo e Ossos em Geral, Artrite, Artrose, Bursite, Úlcera na Boca, Garganta, nos Intestinos e no Estômago (Feridas Internas), Reforça o sistema imunológico após quimioterapia ou radioterapia, Fortalece os portadores de soro A positivo.

MODO DE USAR:

USO INTERNO:

  • Como antioxidante: tomar 3 gotas por dia, antes do café da manhã.
  • Em caso de problemas osteo-articulares, reumatismo, ossos em geral: tomar 5 gotas 3 vezes ao dia, antes das refeições.
  • Em caso de inflamações severas: tomar 15 gotas 3 vezes ao dia antes das refeições, até desaparecerem os sintomas.

USO EXTERNO:

  • Para passar sobre o ferimento: (spray: 10 gotas diluídas em 100ml de soro fisiológico) ou 4 gotas em meia xícara de água fria.
  • Para higiene íntima feminina: colocar 8 gotas em meia xícara com água fria e aplicar com algodão.

Havendo qualquer reação alérgica, suspenda o uso imediatamente e procure um médico.

Contra indicações: Gestantes e lactantes.

FONTE: Professor Fábián Lazslo

Citronela de Java


Sendo uma das plantas mais conhecidas no verão, a citronela é muito usada para repelir insetos, principalmente em velas aromáticas, mas o poder de seu óleo vai muito além. A citronela é um capim da Família Cymbopongon que engloba a grande parte das espécies de capins disponíveis no mundo.


A Cymbopongon winterianus é uma planta riquíssima em citronellal, componente químico que confere a citronela capacidade antiinflamatória, podendo ser aplicada em massagem diretamente sobre a pele ou diluída em óleo carreador. O neral (também conhecido como Citral B), segundo componente químico mais presente na citronela, é responsável pela ação anti-septica da citronela permitindo que ela seja usada para diversas áreas de limpeza, melhorando o cheiro deixado por bactérias.

Encontramos também o citronellol que é o componente responsável pela ação repelente da citronela, também é antireumatico e antivirótico, agregando ao óleo de citronela uma capacidade esterilizadora, muito útil em limpeza e bem mais poderosa que qualquer desinfetante, podendo também substituir o detergente, com a vantagem de ser natural e não ser nocivo ao meio-ambiente.


Alguns autores citam o uso da citronela na estética para controle de transpiração excessivas.
Entretanto não é recomendado seu uso oral, ser evitado no caso de problemas cardíacos, pois pode aumentar os batimentos do coração, também não é recomendado em pessoas que tenham problema neurológico, pois pode causa epilepsia.


Blibliografia:
FLEGNER, Fabian Laszlo – Apostila de aromaterapia modulo I– ED. LASZLO, 2005.
LAVABRE, Marcel – Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – NOVA ERA, 2001.
PRICE, Shirley – Aromaterapia para doenças comuns – EDITORA MANOLE,1999

Por José Luiz de Avellar Borges
Estudante de Aromaterapia.

Reequilibrando Emoções

Aromas agem sobre as emoções, reequilibrando-as.

Reneé Maurice Gatefossé introduziu a palavra Aromaterapia em nossos vocabulários onde comprovou a eficácia da composição química natural dos óleos essenciais após um acidente no laboratório.

Gatefossé queimou a mão e mergulhou-a em um recipiente contendo óleo de lavanda e percebeu que sua mão não apresentou bolhas ou marcas de queimadura. A partir de então suas pesquisas com os óleos essenciais se aprofundaram.

O conhecimento da utilização dos óleos essenciais pelos povos egípcios, romanos, hindus, chineses e muitos outros levaram alguns pesquisadores a desenvolverem suas pesquisas, comprovando a eficácia dos óleos essenciais.

Em 1920, os médicos italianos Gatti e Cajola, demonstraram o efeito dos aromas dos óleos essenciais e concluíram: o aroma dos óleos essências tem uma ação reflexa e uma grande influência na função do sistema nervoso. O cérebro reage aos estímulos olfativo e quem coordena é o nosso sistema límbico, que corresponde aos nossos sentimentos, emoções, memórias e reações aprendidas e arquivadas.

Gatti e Cajola puderam observar que os óleos essenciais penetram no corpo percorrendo a corrente sanguínea e alguns são eliminados pela urina como o caso do Sândalo, que foi detectado na urina comprovando a atuação no sistema urinário.

Pode-se comprovar com essas pesquisas a ação das propriedades naturais dos óleos essenciais como anti-sépticos, antiviróticos, antiinflamatório, energizantes, sedativos, carminativos, além de outras propriedades que estão concentradas nas plantas aromáticas.

A aromaterapia utiliza das propriedades dos óleos essenciais para tratar o físico e o psíquico, considerada como um tratamento holístico que visa tratar o corpo como um todo.

Atualmente, a Aromaterapia se utiliza das pesquisas da Aromatologia aplicando-a na psicoaromaterapia.

Em 1950, a cosmetóloga e estudiosa em Aromatologia, Marguerite Mauri foi a primeira a observar a eficácia dos óleos essenciais no sistema nervoso central quando se inspirou na medicina tibetana, utilizando os óleos essenciais mesclados ao óleo carreador.

Daí, ela pode então concluir os efeitos dos óleos de acordo com a personalidade temperamental de cada paciente. Atualmente é uma das mais citadas bibliograficamente no tema Aromatologia (estudo das influências dos óleos essenciais através do perfil da personalidade, temperamento e situações).

Em 1981, William Arnold Taylor volta a comprovar a influência dos óleos essenciais nos temperamentos, personalidades e situações.

O termo psicoaromaterapia é usado atualmente pela Olfactury Research Fund N.Y. e The Monell Chemical Sense Center – Philadelfia, órgão que pesquisa o aspecto psíquico do olfato e suas reações, onde enfoca a utilização dos óleos essenciais nas terapias, métodos que alguns aromaterapeutas utilizam como meio para seus pacientes trazerem à tona o referencial de seus problemas. A metodologia da aplicação na psicoaromaterapia é a terapia corporal (observação dos padrões somáticos e somatogramas do corpo humano) sendo benéfica para os problemas emocionais e stress que combinam com a inalação e toques.

O termo quando usado pela Olfactury Research Foundation estuda as influências, permanência e o desenvolvimento dos aromas sintéticos ou alimentares no sistema olfativo. Um exemplo é o aroma de pipoca, que algumas pessoas relacionam com o cinema e parque. Os aromaterapeutas que utilizam-se das pesquisas de Marguerite Maury, Phillippe Mailhebiau, Valerie Ann Wordwood e Julia Lawless sentem-se seguros utilizando-se dos estudos da aromatologia e Psicoaromaterapia, certificando-se de que determinados óleos essenciais com suas moléculas aromáticas são indicados realmente de acordo com as características de perfil das personalidades e temperamentos ou situações; assim podemos entender porque determinadas pessoas não respondem rapidamente as aplicações com determinados óleos essenciais e outras apresentam mais rapidez com os tratamentos.

Por: Tetrazini M. C. R. dos Anjos, psicoterapeuta, acupunturista e autora de obra sobre aromatologia Fonte: Revista de Aromaterapia, Ano 2 – nº 2

Quimiotipos


Variações no clima, solo, exposição ao sol e extração interferem no óleo essencial

Por Fábián László

Um dos problemas que existem hoje em dia com relação ao conhecimento das pessoas sobre a Aromaterapia, não só no Brasil mas também no exterior, é que ao fazerem algum curso, aprendem somente sobre as indicações dos óleos sem compreender suas variações químicas (quimiotipos).

Existem realmente muitos poucos livros que falam a respeito destas variações existentes nos óleos essenciais – e os existentes ainda não foram publicados em língua portuguesa. Outro problema está no fato de se acreditar que o princípio de ação dos óleos essenciais se concentra unicamente em seu cheiro, o que é totalmente falho, pois sua ação química é o que existe de mais importante a se avaliar e estudar.

Hoje em dia, um fato que não poderíamos deixar de expor é que não adianta se utilizar um óleo essencial vindo de uma marca que dê garantia deste óleo ser puro e orgânico (cultivado sem agrotóxicos e pesticidas), se não nos é informado à qual quimiotipo este óleo pertence.

Quimiotipos são variações químicas naturais que acontecem com os óleos e que surgem devido a diferenças climáticas, tipo de solo, altitude, exposição ao sol e chuva, época de colheita, etc., além de diferenças causadas pelo método de extração empregado e fração da destilação.
Sendo assim, muitas plantas irão produzir óleos essenciais com composição química totalmente diferenciada entre si, com variações que vão desde 1% até 99% dos princípios ativos. Sendo assim suas finalidades terapêuticas são totalmente diferentes.

Nesses casos, um óleo indicado normalmente como hipotensor, devido à sua composição química, pode passar a ser hipertensor, deixa de ser calmante e passa a ser estimulante, ou pode mudar sua taxa de absorção pela pele, etc.
O orégano possui diferentes espécies e subespécies que produzem óleos com teores de carvacrol, um de seus princípios ativos, bem diferenciados. Temos então: Origanum vulgare (0.5-71%), Origanum smyrnaeum (83%), Origanum gracile (9%), Origanum maru (44%), Origanum onites (68%), Origanum dubium (71%), Origanum dubium var. linalol (linalol 65% e carvacrol 12%), Origanum vulgare subsp. hirtum (3-84%) e Thymus capitatus (44-75%). Cada um destes óleos é cultivado em países diferentes e o problema que existe é que além de erroneamente algumas empresas darem o nome botânico de Origanum vulgare para espécies que possuem outra sinonímia (ou seja, todas), ainda existe o sério problema de adulteração do óleo de orégano com carvacrol sintético para se atingir o padrão internacionalmente exigido no comércio que é acima de 60%.

O carvacrol é responsável pelas propriedades anti microbiais do óleo de orégano, um potente antibiótico natural (nenhum micro organismo, até hoje, apresentou qualquer tipo de resistência a ele). Pesquisadores na Turquia têm comprovado o potencial terapêutico do óleo de orégano no tratamento de câncer de pulmão.

O alecrim (Rosmarinus officinalis) possui três quimiotipos principais, o QT1 normalmente vindo da Espanha e que possui alto teor em cânfora, o QT2 produzido na França, Inglaterra e Índia de maior teor em cineol (eucaliptol) e o QT3 produzido somente na França e que possui predominância da cetona verbenona. Ainda segundo o Dr. Robert Pappas, Phd e bioquímico que atua fazendo testes de cromatografia na Inglaterra, existe um quarto tipo de óleo de alecrim da espécie Rosmarinus piramidalis, até o momento desconhecido para nós. Scott Goyne, dos EUA, cita a destilação de um óleo de alecrim de composição química ainda não-identificada e definido como Rosmarinus officinalis var. tuscan blue. Também temos o óleo essencial extraído de uma planta brasileira conhecida como alecrim do campo (existem dois tipos), muito comum no interior de Minas e Nordeste brasileiro onde seus ramos são empregados na confecção de vassouras. Este tipo de alecrim, até o momento identificado como Dichptera aromatica, possui óleo essencial totalmente diverso ao óleo do alecrim verdadeiro, o Rosmarinus officinalis, não possuindo altos teores de cânfora, cineol ou verbenona na sua composição química, o que altera totalmente seu uso. O alecrim em alguns livros é indicado para problemas hepáticos e da vesícula, o problema é que tais indicações são restritas somente ao QT3 verbenona, pois esta cetona é seu maior princípio ativo.

Os outros quimiotipos não servem para este uso, e são poucos livros que falam disso ou professores que tocam nestas diferenças. Utilizar um óleo de alecrim sem verbenona produzirá pouco resultado no tratamento de distúrbios hepáticos.
O óleo de sálvia esclaréia (Sálvia sclaréia) é outro que apresenta um problema sério com relação a uma de suas principais indicações: o tratamento de desordens menstruais, menopausa e mioma. O princípio ativo, para atingir essa finalidade na esclareia é o esclareol. O maior produtor de óleo de sálvia esclaréia que podemos citar atualmente é a Bulgária, apesar de haver plantações na França, Índia, EUA e ainda em outros países, mas a Bulgária está na linha de frente. Produzem-se atualmente vários tipos de óleo de esclareia que são diferentes conforme local de cultivo, extração e fatores do meio ambiente. Existem óleos mais caros com alta proporção de esclareol (3% – 3,5%), e óleos extremamente baratos com baixa proporção deste composto (menos de 1%).

Muitos distribuidores e revendedores de óleos essenciais preferem o óleo mais barato, desconhecendo os valores terapêuticos do esclareol. Isso faz com que muitos terapeutas, e podemos dizer que a grande maioria, pelo menos no Brasil, tenha resultados decepcionantes com a sálvia ao tentar empregá-la no tratamento de distúrbios femininos, apesar de possuir outras indicações. Livros sobre Aromaterapia não trazem essas informações e poucos são os professores na área que sabem sobre isso, e assim as pessoas acabam empregando no tratamento produtos que compram como naturais, mas que não funcionam para a finalidade de que necessitam.
Sendo assim, não adianta o óleo ser taxado só como 100% puro, como óleo orgânico, ou como tendo certificado de organicidade, se não se sabe qual a sua composição química, para ser empregado nos tratamentos. É necessário ter acesso à cromatografia do óleo para se saber ao menos qual a sua variação química (quimiotipo), suas indicações, e para se ter também segurança da qualidade do óleo e de que ele não é adulterado.

O problema ainda é maior quando se fala sobre a questão do uso interno dos óleos essenciais.

Apesar de existirem duas grandes correntes quanto ao ensino dos óleos, uma da Inglaterra e outra da França, e a primeira delas ter banido quase que por completo o uso interno dos óleos, a segunda ainda faz este uso, e em nosso aprendizado pudemos ver que associar os dois pontos de vista, sem radicalismo e com responsabilidade, pode trazer um resultado mais amplo dentro do tratamento. Sendo assim, a necessidade de um produto natural que mostre claramente a sua variação química (quimiotipo) é imprescindível quando pensamos no uso destes óleos via oral. E mesmo quando vamos mais adiante, assumindo de forma clara que ao inalarmos os óleos estes penetrarão nossos pulmões e atingirão a corrente sanguínea desencadeando as mais diversas reações, esta exigência acaba se tornando ainda maior.

No Brasil e mesmo no exterior ninguém explora a ampla variedade de óleos essenciais que existe no mercado, não há controle sobre a venda de produtos ou o ensino da prática – e muito menos há ênfase na necessidade de se observar as variações químicas presentes nos óleos. E para se ter maior garantia da pureza e qualidade dos óleos essenciais e se obter bons resultados com a Aromaterapia deve-se encomendar a análise química dos óleos por cromatografia gasosa .